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PROPOFOL


Traduzido e adaptado de Drug Fórum - Propofol  (MOOS,Daniel D. In: Gastroenterology Nursing vol.29, number 2, mar-abril 2006.)

Propofol é um sedativo hipnótico intravenoso introduzido os Estados Unidos em 1989. Desde sua introdução para uso clínico, tem sido o agente de escolha para  indução anestésica intravenosa. As principais vantagens do propofol  sobre os anestésicos existentes inclui indução rápida na anestesia geral, rápido retorno da consciência, efeitos residuais mínimos sobre o sistema nervoso central e baixa incidência de náuseas e vômitos no pós-operatório.
Farmacologia
 O propofol é comumente usado para sedação consciente, para indução de anestesia geral,  sedação rápida em pacientes entubados e em ventilação mecânica em terapia intensiva. A fórmula da emulsão do propofol contém óleo de soja, glicerol e lecitina (derivada da gema do ovo).
Esta emulsão pode causar dor durante injeção, especialmente em pequenos vasos. O desconforto pode ser reduzido com a adição de  lidocaína 1%  2ml a 18ml de propofol. Técnica asséptica rigorosa deve ser  observada, visto que a emulsão favorece crescimento bacteriano. O uso de propofol contaminado tem sido associado a casos de sepse e morte. Após aberta, a ampola deve ser utilizada dentro do tempo  máximo recomendado pelo fabricante ou pelo farmacêutico responsável.
  A ação do propofol está relacionada a sua interação com o ácido gama-aminobutírico (GABA), um neurotransmissor inibitório do sistema nervoso central. O início da ação se dá em 40 segundos, com pico em 1 minuto, e duração da ação de 5 a 10 minutos. Para pacientes idosos são recomendadas menores doses.
O Propofol é rapidamente removido do plasma pelo sistema hepático. Não há evidência de que disfunção hepática moderada prejudique o metabolismo do propofol. Os metabólitos inativos são excretados pelos rins, sendo que insuficiência renal crônica não parece afetar o clearance da droga. Como é rapidamente excretado e metabolizado, há pouco efeito cumulativo quando administrado por infusão contínua curta. O uso  prolongado em pacientes críticos como crianças e adultos jovens  tem sido associado a complicações.
Efeitos do propofol nos sistemas
  Há 3 sistemas afetados pelo propofol: cardiovascular (CV), sistema nervoso central(SNC) e respiratório (SR).
O propofol afeta o sistema CV diminuindo a pressão arterial sistêmica. Pacientes idosos, hipovolêmicos e  com função ventricular esquerda comprometida  tem resposta exagerada sobre a pressão, em caso de infusão rápida ou em maiores doses. Pacientes  em extremos de idade ou em uso de medicamentos  com efeito cronotrópico positivo podem ter alteração da freqüência cardíaca.
No SNC o propofol pode provocar reações excitatórias como movimentos rápidos, semelhantes a convulsões tônico-clônicas; porém, o medicamento tem propriedades anticonvulsivantes. A droga também diminui a pressão intracraniana, o fluxo sangüíneo cerebral e taxa metabólica de oxigênio.
 O sistema respiratório é profundamente afetado pelo propofol, que causa depressão respiratória, obstrução  de vias aéreas superiores  e apnéia, efeitos  dose-dependentes. O uso concomitante de opióides  intensifica a inibição dos reflexos respiratórios.
A administração de propofol por profissionais não capacitados e treinados no uso de medicamentos que provoquem anestesia ou sedação profunda pode induzir complicações respiratórias graves, mesmo em baixas dosagens. Atualmente não há droga antagonista do propofol.
Estes fatos apóiam o protocolo das Associações de Enfermeiros e de Anestesistas dos Estados Unidos, acerca do uso de propofol, que salienta que a droga deve ser administrada somente por pessoal treinado, e que o  paciente seja  monitorado por equipe treinada em ressuscitação cardiopulmonar e controle das vias aéreas.
Além dos efeitos respiratórios mencionados, o propofol causa liberação de histamina, mas tem baixa incidência de broncoconstrição e não é contraindicado portanto em pacientes portadores de asma. Porém, formulações que contenham sulfito podem causar broncoespasmo em asmáticos. As reações alérgicas que podem ocorrer após uso de propofol estão relacionadas  a componentes presentes na droga, como conservantes e solventes, por exemplo o isopropilfenol e o sulfito.
Um histórico de alergia a ovo não necessariamente contraindica o uso do propofol, pois a maioria dos pacientes é alérgica à albumina presente na clara do ovo, e não à gema (lecitina). Entretanto, todo paciente com história de alergia a ovo deve ser cuidadosamente avaliado.

Adapt. e traduzido por Ane I.Linden
























 

 

 

 

 

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